O filme Divertida Mente, que está nos cinemas, fala sobre as emoções que existem dentro de nós e como é importante aprender a reconhecer cada uma delas, sem tentar ignorá-las ou suprimi-las.
Um ótimo programa para as crianças e também para os pais, que não medem esforços para evitar que os filhos se sintam tristes.
É quase sempre frustrante porque, apesar do esforço para que os filhos sejam felizes, sempre surgem outros desejos, outras necessidades e outros desafios.
Um ótimo programa para as crianças e também para os pais, que não medem esforços para evitar que os filhos se sintam tristes.
É quase sempre frustrante porque, apesar do esforço para que os filhos sejam felizes, sempre surgem outros desejos, outras necessidades e outros desafios.
Apesar do tema perfeito para uma discussão entre adultos, o
filme é um desenho animado que tem como público alvo as crianças, com idades
acima de 6 anos.
Se você ainda não assistiu, eu vou fazer um breve resumo.
No filme, as emoções são responsáveis pelas lembranças de longo
prazo da personagem principal, a Riley, uma garota divertida de 11 anos de
idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais
decidem deixar a sua cidade natal, no centro dos Estados Unidos, para viver em
São Francisco.
Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções
diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, a Repulsa e a Tristeza. Algumas
das principais emoções acabaram sendo cortadas, incluiam Surpresa, Orgulho e
Confiança para que o filme não ficasse muito confuso para as crianças.
Durante todo o filme, a alegria se esforça muito para que a
tristeza não faça parte das emoções de Riley para que a garotinha seja sempre
feliz.
Ela tenta conter a tristeza dentro de um círculo ou
distraí-la com uma tarefa muito chata, mas todo o empenho se mostra em vão e
as, duas, alegria e tristeza, dão início a uma longa caminhada, com muitos
obstáculos, até que aprendem a trabalhar juntas.
Eu acho que todos os pais deveriam assistir ao filme para
que se lembrem de que ao invés de se esforçarem para criar um mundo perfeito
para os filhos é melhor ensiná-los a conviver com as suas emoções.
Chorar faz parte da vida, assim como sorrir. É o conjunto
dessas lembranças que formam o caráter de cada um e faz compreender melhor as
pessoas e o mundo a nossa volta.
Sem dúvida, o filme também pode ajudar os filhos a
sobreviverem aos pais super protetores e livrá-los de se tornarem seres
frustrados e infelizes.
Afinal, atender a expectativa dos pais e ser feliz o tempo
todo é uma meta impossível de ser alcançada, certo?
Eu adorei o filme e na saída do cinema ainda fiquei pensando
no motivo dele ser direcionado para as crianças, que normalmente não sentem
dificuldades em expressar as suas emoções.
Já o mesmo não se pode dizer dos adultos...
Entre várias considerações, eu concluí que o filme foi
criado a partir de um desenho animado porque os adultos (não todos!) também se
comportam como crianças.
A novidade entre os adultos é brincar com livros de colorir,
que ganharam até versões mais sofisticadas, com imagens de obras de Van Gogh e
Frida Kahlo, por exemplo. Nada contra.
Mas, talvez se os pais incentivarem os filhos a respeitar as
suas emoções, ao invés de tentar suprimi-las ou ignorá-las, quando ainda são
crianças, nós não precisaríamos ter que sofrer tanto antes de ser felizes.
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